Produção

Projeto de fosfato da Galvani inicia lavra no 2º semestre

O Complexo Mineroindustrial de Serra do Salitre, localizado em Minas Gerais, está em fase de obras. Segundo a Galvani, subsidiária da Yara International, as atividades de mineração terão início no segundo semestre deste ano e a planta química e a de produção de fertilizantes deverão estar em pleno funcionamento no segundo semestre de 2018.

Além da fase final de obras, que está em andamento, a Galvani iniciou no projeto a “Transição para a Operação”, um processo que visa acionar e permitir que todos os setores da unidade estejam preparados para a operação, com os melhores prazos e de forma produtiva.

Em nota enviada por e-mail ao Notícias de Mineração Brasil (NMB), a companhia afirma que, com esse processo, soma as melhores práticas internas e do mercado para que as atividades fundamentais sejam cumpridas, além de integrar o projeto à operação da companhia da melhor maneira possível, permitindo que o startup seja o mais eficaz possível.

O Complexo Mineroindustrial de Serra do Salitre é um dos maiores investimentos privados em andamento no Brasil, que permitirá à Galvani dobrar sua capacidade de produção de fertilizantes. O projeto tem como objetivo a extração e beneficiamento do minério de fosfato para a produção de fertilizantes fosfatados. O minério extraído e beneficiado em Serra do Salitre será transportado, inicialmente, para o Complexo Industrial de Paulínia (SP) da Galvani e, em 2018, com a inauguração da planta química, será utilizado também internamente no próprio complexo nas áreas química e de fertilizantes.

Segundo a companhia, depois da conclusão das obras, o projeto permitirá ao Brasil substituir a importação de 400 mil toneladas por ano de P2O5, ou seja, reduzirá a dependência de importações e o déficit da balança comercial do setor, além de gerar emprego e renda para a indústria nacional e apoiar a produção de alimentos no país. O projeto terá capacidade de produção aproximada de 1,2 milhão de toneladas anuais de rocha fosfática (concentrado), que será utilizada na produção de fertilizantes. O investimento total no projeto é de R$ 2,2 bilhões.

De acordo com a Galvani, os fertilizantes fabricados na unidade serão distribuídos para clientes empresariais, misturadoras de fertilizantes, e diretamente a agricultores, atendendo os mercados de soja, milho, algodão e café, de forma prioritária na região do Cerrado. Já o ácido sulfúrico produzido na unidade será consumido internamente na fabricação de fertilizantes pela própria Galvani e o excedente será vendido a diversos segmentos industriais, como papel e celulose, açúcar e álcool, alimentício, siderúrgico, metalúrgico e químico.

Leif Teksum, presidente do Conselho de Administração da Yara International, empresa que controla a Galvani desde agosto de 2014, afirmou que o Brasil é a prioridade para a empresa, mesmo com as crises econômicas e políticas dos últimos anos. Em entrevista ao Jornal do Comércio em Porto Alegre (RS), ele declarou que a companhia já investiu US$ 1 bilhão no país e ainda deve investir mais US$ 1 bilhão.

“O Brasil é mais importante globalmente, hoje, para a Yara, tanto pela ótica dos investimentos já feitos como por aqueles que ainda serão. Já investimos US$ 1 bilhão e temos a previsão de mais US$ 1 bilhão, incluindo a expansão dos investimentos em Rio Grande. Além disso, temos o investimento em Sumaré, em uma moderna fábrica de fertilizantes foliares, e em mineração, em fase inicial”, disse Teksum.

Questionado sobre o setor de mineração, o executivo da Yara International declarou que a companhia possui pequenas atividades fora do Brasil, mas que elas não são o core business. “Por isso, adotamos o modelo de joint venture com a Galvani, uma empresa local com muita experiência e competência na área de mineração. Nós entramos com o dinheiro, e eles, com a experiência, então é um bom conjunto para desenvolvermos a área”, afirmou. Com informações do Jornal do Comércio.

 

Notícias de Mineração, 16/03/2017