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Potássio: Marcelo Déda discute com Dilma impasse sobre mina

O governador de Sergipe, Marcelo Déda, voltou a pedir à presidente Dilma Roussef, durante audiência no Palácio do Planalto, que ela ajude a resolver o impasse entre a Petrobras e a Companhia Vale do Rio Doce, para permitir a exploração de potássio, tipo carnalita, no Estado. “”O governo federal considera prioritário o aumento da produção de potássio no País e onde este projeto pode ser viabilizado já é em Sergipe, pois as outras alternativas são muito complexas””, disse Déda.
O principal empecilho é o preço do acordo para a exploração, assunto sobre o qual as duas empresas não se entendem. A presidente Dilma comentou, no entanto, esperar que o impasse seja resolvido logo para que as explorações tenham início, ainda em 2012.
Na conversa, segundo Déda, a presidente Dilma citou que esse projeto tem importância não só para a política agrícola do País, com o aumento da produção de fertilizantes, como para a política econômica. “”É importante para a posição de soberania do Brasil. Um país que exporta commodities não pode ficar dependente da importação de potássio””, observou o governador. Mas a presidente, no entanto, não prometeu tomar nenhuma medida efetiva para apressar a assinatura do contrato entre as duas empresas.
De acordo com Déda, a presidente Dilma não tem como interferir diretamente na questão porque se trata de uma negociação meramente comercial, entre duas empresas. “”A forma de ela intervir é explicitar à Petrobras a relevância desta exploração e mostrar à Vale que esta jazida precisa ser explorada””, comentou ele, acrescentando que a presidente não pode entrar na discussão da definição do preço do valor da jazida. “”É inaceitável que as duas empresas não se entendam. Não se pode deixar US$ 4 bilhões enterrados, enquanto o País precisa da exploração do produto””, insistiu.
A Petrobras é a dona da jazida, que não tem tecnologia para explorar o produto e transformá-lo em fertilizante. Ela precisa arrendar a concessão da mina à Companhia Vale do Rio Doce, que já explora potássio e tem conhecimento das técnicas para isso. A Vale, no entanto, não concorda com o preço que a Petrobrás quer pagar o arrendamento e este ponto representa o principal impasse, que já se arrasta há mais de quatro anos.

Agência Estado, 30/11/2011