Produção

Mineradora apresenta primeiro de três poços previstos para explorar potássio em Sergipe

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Zeca da Silva, acompanhou o governador Marcelo Déda, na manhã de sexta-feira, dia 9, em uma visita ao município de São Cristóvão, onde a Companhia Rio Verde Minerals está perfurando o primeiro poço dos três previstos em Sergipe para a exploração de potássio. Durante solenidade, a diretoria da empresa canadense – criada em dezembro de 2010, para investir especificamente em fertilizantes no Brasil – apresentou o resultado das sondagens feitas no local, onde foi indicada a existência de silvinita. A companhia busca renovar junto à Petrobras os direitos de exploração na área para o Projeto Carnalita e estima investir na implantação do projeto, até a construção da planta, recursos superiores a R$ 3,5 bilhões.
“Sergipe se consolida cada vez mais na área de extração do minério de potássio, favorecendo a produção de fertilizantes no Estado e ajudando consequentemente no equilíbrio da balança comercial, com relação as commodities, sem falar no grande número de empregos a serem gerados na região, com a consolidação desse projeto”, comemorou o secretário Zeca da Silva, ao comentar a previsão de 1.500 novos postos de trabalho, nos próximos três ou quatro anos em Sergipe, quando da construção de uma mina no local. “Outros 500 empregos, entre diretos e indiretos deverão acontecer durante a fase de operação do projeto”, destacou o geólogo Luiz Maurício Azevedo, presidente da Companhia Rio Verde no Brasil.
De acordo com ele, há dois anos a companhia vislumbrou a possibilidade de exploração do potássio em Sergipe, onde inicialmente foi detectada uma área potencial de 30 metros de profundidade. “Qual não foi nossa surpresa ao verificar que essa previsão foi superada e agora chega a 80 metros, o que representa uma possibilidade muito maior de explorar a silvinita e a carnalita”, observou Luiz Maurício ao enfatizar que somados à disponibilidade do minério na região e o apoio do governo de Sergipe para projetos desta natureza, a vinda da companhia para Sergipe se deu também por outros fatores. “O Estado tem a vantagem de contar com boa infraestrutura, duto para transporte de gás, oferta de energia, estradas e um grande número de misturadoras no entorno da região”, afirmou, antes de passar a palavra ao vice-presidente da Rio Verde, Alexandre Penha, que fez a entrega de uma placa de agradecimento ao governador Marcelo Déda, ao secretário Zeca da Silva e ao presidente da Codise, Décio Portella, entre outras autoridades.
Durante a visita o governador Marcelo Déda classificou o momento como de grande importância para a economia de Sergipe, principalmente por consolidar o Estado como grande pólo produtor de potássio e nitrogênio no país. “Somos a única alternativa, a curto prazo, para que o Brasil reduza sua dependência de fertilizantes e possa garantir a segurança no setor do agronegócio”, enfatizou se referindo ao fato do país importar cerca de 90% de seu consumo anual de potássio e à realidade da produção agrícola do país, que se expande pelo cerrado em áreas de solo mais pobre em nutrientes, carentes de fertilização para elevar a produtividade das lavouras. Atualmente, apenas a Vale produz o nutriente no Brasil, na mina Taquari-Vassouras, em Sergipe.

Companhia Rio Verde
A área de operação da Rio Verde Minerals contempla blocos localizados em terra e em mar. Em terra, são quatro projetos localizados ao norte do estado, próximos ao rio São Francisco, e seis projetos em áreas próximas a Aracaju, na Bacia Sedimentar de Sergipe, onde ocorre a extração de petróleo e se localiza a mina de potássio Taquari-Vassouras, operada pela Vale S.A. As duas áreas localizadas no mar (off-shore) são Mosqueiro e Guacirema no litoral sul. A companhia canadense atua também nos Estados do Pará e Ceará, sendo que, segundo afirmou o presidente da companhia, Luiz Maurício, 90% dos recursos da empresa serão investidos em Sergipe, tendo como prioridade os projetos Sergi, Capela 1 e Rio do Sal, por ordem de relevância.

Sedetec/SE , 11/12/2011