Produção

“Continuamos conversando com a Petrobras”, diz Vale

“Com a vida útil da mina de potássio Taquari-Vassouras prevista para terminar até 2017, a Vale busca uma opção para seguir produzindo no país a matéria-prima da indústria de fertilizantes.
A reserva explorada em Sergipe é a única em operação no Brasil e a produção tem caído em função da redução do depósito.
Nos nove meses do ano encerrados em setembro, Taquari-Vassouras produziu 445 mil toneladas. O volume é 9,7% menor que no mesmo período de 2010.
O desempenho – acompanhado da necessidade do país de importar em média 6 milhões de toneladas de potássio por ano, ou 95% da demanda do setor agrícola – tem feito o governo federal pressionar a mineradora a fechar um acordo com a Petrobras para explorar a mina Carnalita. A reserva fica ao lado de Taquari-Vassouras, cedida à Vale pela estatal petrolífera em 1991.
A Vale já desenhou o projeto Carnalita, obtendo inclusive a licença prévia (LP) em 2010.
A empresa prevê instalar uma unidade industrial com produção inicial estimada em 1,2 milhão de toneladas anuais de potássio – contra média de 700 mil toneladas por ano em Taquari-Vassouras.
Apesar do projeto, a negociação com a petrolífera ainda não foi concluída. Isto porque a Petrobras detém reserva de petróleo da mesma região, onde produz cerca de 22 mil barris no campo de Carmópolis.
A instalação da Vale no terreno é visto pela estatal como potencial risco à extração do óleo sergipano.
“”Continuamos nossas conversas com a Petrobras. Elas têm evoluído, estamos falando a mesma língua””, afirma o presidente da mineradora, Murilo Ferreira.
O tema foi discutido entre ele, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e a presidente Dilma Rousseff em meados do ano.
Ferreira não entra em detalhes sobre detalhes da negociação, mas assegura que ainda não há um acordo.
“”Não posso abrir as condições, até porque tenho minhas restrições””, diz. “”Mas posso dizer que o assunto vai sendo bem desenvolvido””, afirma.”

Brasil Econômico,28/10/2011