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Mercado aquecido para comércio de fertilizantes

Para o agricultor Marcelo Carvalho, a plantação de legumes não seria a mesma sem o uso de fertilizantes. As estufas de tomate, em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), recebem o adubo por gotejamento e pulverização.

Ele contou para o Nosso Campo que prepara o solo com esterco animal e calcário. Depois, planta os pés de tomate e começa a fertirrigação. Quando comparados, o fruto que recebeu os fertilizantes fica com tamanho bom, preenchido por dentro e com a casca mais grossa. Já o tomate que estava em uma parte da estufa que teve problemas com o gotejamento, sofreu com a falta de água e cálcio, não desenvolveu como deveria e, ainda, foi atacado por doença.

No Brasil, a venda de fertilizantes cresceu 9,6%, comparando com o mesmo período do ano passado. Foram comercializadas mais de 24,5 toneladas nos nove primeiros meses de 2016. Os dados são da Anda, a Associação Nacional para Difusão de Adubos. Em São Paulo, o aumento foi ainda maior e atingiu 22%. Foram vendidas mais de 504 mil toneladas.

José Eduardo Guillaumon, gerente de uma fábrica de fertilizantes em Ourinhos (SP), diz que o mercado se recuperou após a última queda há 2 anos e, para 2017, a tendência é melhorar mais.

A matéria-prima chega de trem e é formada por nitrogênio, fósforo e potássio. A mistura é feita nas máquinas e depois é embalada em sacos de 25, 50, 500 e até mil quilos. Os principais destinos do produto são as lavouras de grãos e cana-de-açúcar, que são muito fortes na região. 

Caio Borges, agricultor em Campos Novos Paulista (SP), resolveu aumentar a quantidade de fertilizantes para 300 quilos por hectare. É 100 a mais do que em 2015. Ele espera que isso gere um aumento de 40% na produtividade.

O desafio dos agricultores é produzir cada vez mais, na mesma área disponível. Mas vale lembrar que o uso de fertilizantes deve ser planejado. Se aplicado de forma incorreta, pode prejudicar o solo, a nossa saúde, poluir o meio ambiente e atrapalhar o sistema de produção.

 

G1, 20/11/2016