Mercado

Importação de Fertilizante salta 71%

Referência nacional na produção agropecuária, Mato Grosso é um grande importador de fertilizantes. Uma das substâncias utilizadas para aumentar a produtividade no campo é o potássio.

A aquisição desse produto do mercado internacional cresceu 71% no 1º semestre deste ano, em comparação com igual intervalo do ano passado. Dados estatísticos do comércio exterior fornecidos pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) apontam que foram importadas por Mato Grosso 1,262 milhão de toneladas de cloreto de potássio de janeiro a junho deste ano, ante 738 mil (t) no mesmo período do ano passado.

As compras externas do produto movimentaram US$ 425,081 milhões este ano, o dobro (105%) do montante registrado no mesmo período do ano passado, quando somou US$ 207,257 milhões. Para facilitar o acesso aos fertilizantes uma das expectativas do setor produtivo rural é trazer a matéria-prima da Bolívia, informa o diretor do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira.

Ele retornou na semana passada de uma viagem ao país vizinho para tratar de importação e exportação de produtos, da qual participaram o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Antônio Galvan, e o prefeito de Cáceres, Francis Maris Cruz.

Em Santa Cruz de la Sierra, o grupo se reuniu com empresários bolivianos. Na sequência visitaram a cidade de Bulo Bulo, onde está instalada uma indústria de ureia. No local o grupo foi informado de que os bolivianos irão construir uma fábrica de sulfato de amônio com matéria-prima local, para exportar.

Segundo o prefeito de Cáceres, Mato Grosso consome 1,5 milhão de toneladas de ureia e a tendência é dobrar a demanda em 10 anos. Em La Paz, a comitiva participou de um encontro com o vice-ministro de Minas e Energia, Alberto Echzu, e com a diretora Comercialização de Cloreto de Sódio, Patrícia Morales. A viagem prosseguiu com visita a uma fábrica de cloreto de potássio na cidade de Uyuni, na província de Potossi.

A constatação da comitiva mato-grossense é que a Bolívia dispõe de produção abundante de ureia e potássio para negociar. Essa matéria-prima usada para melhorar a produtividade no campo pode ser transportada por rodovia, partindo de Bulo Bulo até a cidade de Monteiro e, em seguida, por ferrovia até Corumbá (MS), explica Edeon Ferreira. Por meio da hidrovia no rio Paraguai chegaria até Cáceres.

Além de trazer os fertilizantes, as barcaças poderão retornar com soja para a Bolívia, onde as indústrias operam ociosas, conclui o diretor do Movimento Pró-Logística.

“Pela hidrovia pode ser mais vantajoso. Será preciso fazer contas”, comenta. “Faremos uma reunião com cooperativas de Mato Grosso e empresas de comercialização de fertilizantes colocar isso em discussão nos próximos dias”, revela.

 

O Bom da Notícia, 15/07/2019