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Empresários do setor de fertilizantes comemoram os bons resultados de 2011

“O setor de adubos e fertilizantes do Paraná tem bons motivos para comemorar em 2011. A previsão é que sejam batidos todos os recordes históricos de volume de produção, importações e vendas. Além disso, neste ano inaugurou-se uma nova fase no relacionamento entre os atores dessa cadeia produtiva e a administração do porto de Paranaguá, terminal por onde entra mais da metade dos fertilizantes importados pelo Brasil.
“Estou otimista, pois, apesar do Custo Brasil, nós temos hoje um ambiente com boa visão de futuro e que o mundo todo está percebendo.”, declarou o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, durante a abertura do encontro Clube NPK, evento promovido pelo Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Estado do Paraná (Sindiabubos) realizado nesta quinta-feira (27) na sede Jardim Botânico da Fiep (Cietep), em Curitiba.
Esta é a sétima edição do encontro, que se caracteriza por ser o maior evento de natureza técnica do Brasil nesta área, reunindo empresários de todo país, além de fornecedores internacionais, operadores portuários e outros integrantes desta cadeia produtiva.
Para o presidente do Sindiadubos e diretor da Fiep, José Carlos de Godoi, trata-se de uma oportunidade ímpar para a articulação do setor. “Possibilita o relacionamento entre as empresas e fortalece a relação com os outros elos desta cadeia.”, observa. Nesta edição do encontro houve apresentações de especialistas que trouxeram as estatísticas do setor em 2011 e as perspectivas para 2012.
Para este ano a expectativa é que seja batido o recorde histórico de 2007 quando foram entregues 24.608 mil toneladas de fertilizantes em todo país. Segundo o consultor do Sindiadubos, Paulo César Medeiros, até o final de setembro de 2011 a produção já era 5% superior do que a registrada durante todo o ano de 2010. Também a importação de produtos neste período cresceu 39,3% em relação ao ano anterior.
Para manter esta rota virtuosa, no entanto, é preciso eliminar alguns gargalos. No Paraná, o problema que mais aflige os empresários do setor é a chamada demurrage, o pagamento pela sobreestadia dos navios que aguardam o desembarque de suas cargas nos portos do Estado. Segundo o tesoureiro do Sindiadubos, Aloísio Teixeira, a média de espera em 2011 (janeiro a setembro) foi de 16,4 dias.
Outra questão que diminui a capacidade de desembarque dos navios de carga nos portos paranaenses é a falta de dragagem dos canais de acesso. Para discutir estas questões foi convidado para o encontro o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Airton Vidal Maron, que apresentou um quadro geral sobre a estrutura portuária e os planos para o futuro. “Esse diálogo é essencial para as discussões do setor.”, apontou Godoi.”

Agência FIEP, 28/10/2011