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Consumo de fertilizantes no RS cresceu 9,6% nos 10 primeiros meses de 2011

As entregas das indústrias gaúchas de fertilizantes para os produtores rurais totalizaram a 2,878 milhões de toneladas nos 10 primeiros meses de 2011, representando um incremento de 9,6% na comparação com igual período do ano passado. A informação é do presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul (SIARGS), Torvaldo Antonio Marzolla Filho, ao explicar que a evolução positiva no consumo de fertilizantes no Estado evidencia a crescente conscientização dos produtores para o emprego de insumos modernos visando a obtenção de maiores taxas de produtividade das lavouras.
Em nível nacional, de janeiro a outubro deste ano as entregas atingiram a 23,898 milhões de toneladas, numa expansão de 19,1% em relação a idêntico período de 2010. A projeção para todo o ano de 2011 é de que o consumo no mercado gaúcho atingirá a 3,250 milhões de toneladas, repetindo a marca recorde do ano passado. Para todo o país, a previsão de consumo é de 27,8 milhões de toneladas em 2011. Os maiores consumidores de fertilizantes são respectivamente os estados do Mato Grosso, São Paulo, Paraná e Minas Gerais, ficando o Rio Grande do Sul na quinta posição.
O presidente do SIARGS observa, por outro lado, que as deficiências portuárias oneram de forma substancial os custos dos fertilizantes, já que mais de 75% das matérias-primas utilizadas na sua fabricação são importadas. Um exemplo é o porto de Paranaguá, por onde entram cerca de 50% dessas matérias-primas, onde de janeiro a outubro ocorreu mais de US$ 100 milhões de dólares em pagamento de Demurrage (sobreestadia dos navios no Porto), ou seja, o custo Brasil por ineficiência do Estado. Outro ônus é o Adicional sobre o frete para renovação da Marinha Mercante (AFRMM) que incide em 5%, sobre as matérias-primas importadas. “Portanto, há espaço para reduzir o custo final do insumo para nossos agricultores”, resume Torvaldo Marzolla.

Agrolink, 24/11/2011