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China deve elevar tarifas de exportação de fertilizantes

A China provavelmente vai impor mais duras tarifas sobre a exportação de fertilizantes nos próximos anos, afirmou nesta segunda-feira a produtora russa PhosAgro. Segundo a companhia, isso deve ocorrer enquanto a China tenta controlar os crescentes custos agrícolas domésticos e garantir que produz volume suficiente de grãos para abastecer sua população.
O executivo-chefe da Phosagro, Maxim Volkov, afirmou que a China deve impor mais tarifas sobre todos os produtos de fosfato no futuro, por conta de uma necessidade desesperada de aumentar os níveis do fertilizante no solo cultivável. Autoridades também devem estender tarifas para fertilizantes de baixa qualidade.
As tarifas de exportação da China em 2011 são de 110% no pico da temporada e de 7% na baixa temporada, tanto para fosfato diamônico (DAP) quanto para o fosfato monoamônico (MAP), dois dos fertilizantes de fosfato mais negociados. A tarifa de 110% compreende uma tarifa regular de 35% mais uma tarifa especial de exportação de 75%.
Volkov disse que há alguns “”fortes rumores”” de que o superfosfato triplo (TSP), outro fertilizante muito comum, vai em breve ser sujeito às elevações de tarifa da China. Atualmente é aplicada a tarifa de exportação de 7%. Segundo Volkov, as reservas de fosfato de alto nível estão esgotadas, o que significa que é muito difícil produzir DAP de qualidade em âmbito doméstico.
Portanto, a China está constantemente tentando obter abastecimento de outros países, como Austrália e Casaquistão. “”Não vamos esquecer que a China não tem quantidades suficientes de enxofre para produzir fertilizantes de fosfato, portanto está importando quantidades substanciais do resto do mundo””, comentou o executivo.
A China é o maior consumidor mundial de fertilizantes, totalizando 54 milhões de toneladas por ano, de acordo com o jornal estatal China Daily. O país utiliza 341 kg de fertilizantes por hectare, proporção maior do que na maioria dos outros países. As informações são da Dow Jones.

Agência Estado, 28/11/2011