Logística

Wilson, Sons terá mais dois terminais no próximo ano

A Wilson, Sons Logística está expandindo a área de terminais e transportes. A empresa planeja colocar em operação, no segundo semestre do ano que vem, dois centros de distribuição: um em Itapevi, na grande São Paulo, e outro em Suape, em Pernambuco. Esses terminais vão atender clientes de diferentes setores como farmacêutico, bens de consumo e químico e petroquímico. Há ainda planos de instalar no Rio, em dois anos, um centro de distribuição focado na indústria de petróleo e gás.
O crescimento da empresa na atividade de terminais e transportes também passa pela abertura, a partir de 2013, de centros de distribuição no Rio Grande do Sul e na Bahia, Estados onde o grupo tem terminais portuários especializados na movimentação de cargas em contêineres. A política da empresa é fazer contratos de aluguel com os donos dos terminais, construídos sob medida para atender a demanda dos clientes, por períodos de cinco ou dez anos.
Thomas Rittscher III, diretor-executivo da Wilson, Sons Logística, disse que a empresa segue o conceito de desenvolver plataformas logísticas regionais. O centro de distribuição de Itapevi, por exemplo, que terá armazém de 15 mil metros quadrados, terá um dos focos de atuação no setor farmacêutico, podendo operar ligado à Estação Aduaneira de Interior (Eadi) que a Wilson, Sons tem em Santo André (SP). A Wilson, Sons Logística faz parte do grupo Wilson, Sons, um dos maiores operadores integrados de logística portuária, marítima e terrestre do mercado brasileiro.
No Rio, o terminal especializado em petróleo poderá operar, a partir de 2013, vinculado às operações da Brasco, empresa do mesmo grupo, especializada em logística offshore. Este ano a Brasco assinou contrato para compra da Briclog, prestadora de serviços portuários para a indústria de petróleo e gás.
O centro de distribuição de Pernambuco estará situado em Ipojuca, no complexo industrial de Suape, e vai operar para atender os segmentos de bens de consumo, eletroeletrônicos, farmacêuticos, indústria química e partes e peças. O terminal, com armazém de 20 mil metros quadrados, vai operar como centro de apoio logístico para distribuição na região Nordeste. Entre as atividades do terminal, estão armazenagem e gestão de inventário, etiquetagem, embalagem e montagem de kits, distribuição e logística reversa.
Rittscher disse que o desenvolvimento dos projetos de novos terminais foi possível a partir de reestruturação implementada no começo deste ano na Wilson, Sons Logística. A empresa, que estava organizada por regionais, adotou uma estrutura mais simples, dividida em duas unidades de negócios: operações dedicadas e terminais e transportes. O executivo disse que, no ano passado, as operações dedicadas, em que a empresa fecha contratos para prestação de serviços logísticos a grandes clientes, representaram aproximadamente 60% da receita líquida da empresa, que ficou em US$ 102,4 milhões.
De janeiro a setembro deste ano, a atividade logística da Wilson, Sons registrou receita líquida de US$ 108,4 milhões, 57% acima do mesmo período do ano anterior. Rittscher disse que os novos contratos de operações dedicadas fechadas pela empresa desde o ano passado vão garantir uma receita adicional à atividade logística de R$ 64,6 milhões por ano. Esses contratos foram fechados com as empresas Braskem, Anglo Catalão, Gerdau, Anglo Cubatão, Fibria e Vale.
A Wilson, Sons prevê faturamento de R$ 135 milhões com o negócio de operações dedicadas em 2011. Nessas operações, a companhia conseguiu, por exemplo, recorde de expedição de fertilizantes no contrato com a Anglo American Catalão. No caso da Fibria, da área de papel e celulose, obteve um nível de satisfação do cliente na operação 12% acima do esperado, segundo a própria operadora logística.

Valor Econômico, 29/11/2011