Logística

Superporto do Açu recebe R$ 2,3 bi em investimentos

“A LLX, empresa de logística do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, divulgou os resultados do 3º trimestre deste ano (3T11). No período foram aplicados R$ 374 milhões no Superporto do Açu, maior investimento em infraestrutura portuária das Américas, em construção pela companhia em São João da Barra (RJ). Entre 2007 e setembro de 2011 foram investidos mais de R$ 2,3 bilhões no Superporto do Açu.
O montante foi investido principalmente na dragagem do canal de acesso e bacia de evolução do terminal TX1 e nas obras do canal onshore do terminal TX2, que inclui a dragagem do canal de acesso e a construção das primeiras peças de concreto que serão utilizadas para elaboração do quebra-mar.
No mesmo período também foi realizada a aquisição de equipamentos como correias transportadoras, shiploader, empilhadeiras e recuperadoras, que serão utilizados para movimentação de minério de ferro, além das obras para construção do aterro hidráulico da Unidade de Tratamento de Petróleo (UTP).
Do investimento total, previsto em R$ 3,8 bilhões, R$ 974 milhões foram aplicados pela LLX Minas-Rio (composta 51% pela LLX e 49% pela Anglo American, e responsável pela implantação do terminal portuário dedicado ao minério de ferro) e R$ 2,8 bilhões serão pela LLX Açu (responsável pela operação das demais cargas como produtos siderúrgicos, petróleo, carvão, granito, escória e ferro gusa).
Trimestre
Entre os destaques do trimestre está a assinatura de memorando de entendimentos com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), realizada em agosto. O documento prevê a elaboração de estudos técnicos de viabilidade para melhorias necessárias no trecho ferroviário entre o Superporto do Açu e a região de Ambaí, no município de Nova Iguaçu (RJ). Com a implantação deste corredor logístico, o Superporto do Açu estará integrado à malha ferroviária nacional.
Outro destaque foi a obtenção da Licença Prévia para a instalação da siderúrgica da Ternium, que poderá produzir até 8,4 milhões de toneladas de aço bruto por ano. O projeto aprovado contempla pelotizadora e planta siderúrgica integrada para produção de aço em placas e laminados.
“Esses dois eventos representam importantes marcos e confirmam o Superporto do Açu como excelente alternativa para as instalações de empresas líderes setoriais, que encontrarão uma solução logística completa e eficiente, com fácil acesso a matérias-primas e toda a estrutura necessária para importação e exportação”, destacou Otavio Lazcano, Diretor Presidente e de Relações com Investidores da LLX.
Além disso, em outubro deste ano a LLX assinou contrato com a empresa dinamarquesa NKT Flexibles (NKTF) para a instalação de unidade de produção de tubos flexíveis para apoio a indústria offshore no Superporto do Açu. Com início de produção previsto para 2013, a unidade será localizada na margem direita do TX2 – terminal onshore do empreendimento, e terá capacidade para produção de 250 km de tubos flexíveis por ano, além de área para armazenagem e teste de material. O investimento previsto é de 200 milhões de dólares, com geração de 400 empregos diretos.
Ainda em outubro, o Grupo EBX anunciou que pretende desenvolver, em parceria com a Orascom Construction Industries (OCI), um complexo integrado para produção de fertilizantes nitrogenados na área industrial do Superporto do Açu. O complexo de fertilizantes deverá ter até 3 milhões de toneladas por ano de capacidade e produzir um portfólio diversificado de fertilizantes nitrogenados. O investimento total estimado nas fases previstas para esse projeto, que adotará os mais elevados padrões ambientais, poderá alcançar US$ 3 bilhões.
Resultado
A LLX encerrou o 3º trimestre com R$ 530,6 milhões em caixa e equivalentes de caixa. Já o ativo imobilizado da companhia cresceu R$ 372,9 milhões, passando de R$ 791,9 milhões em 2010 para R$ 1,16 bilhão neste trimestre. O resultado reflete a execução das obras de dragagem do canal de acesso e quebra-mar do TX1, além do início da dragagem no TX2.
No terceiro trimestre de 2011, a LLX registrou prejuízo líquido de R$ 12,5 milhões, associado principalmente às despesas gerais e administrativas de R$ 39,4 milhões.
Mesmo em fase pré-operacional, o Superporto do Açu apresentou neste trimestre receita líquida proveniente de locação de área no valor de R$ 712 mil. Com o início das obras de execução do TX2 neste trimestre, novos contratos foram estabelecidos e a previsão é que outros sejam assinados no 4T11, o que aumentará significativamente a receita de aluguel da companhia.
Conheça a LLX
A LLX, empresa de logística do Grupo EBX, foi criada em março de 2007 com o propósito de prover o país com infraestrutura e competências logísticas, principalmente no setor portuário. Seus projetos possuem localização estratégica e profundidade adequada aos maiores navios, utilizando a mais moderna tecnologia portuária. Isso resulta em operações eficientes e de baixo custo.
Atualmente a empresa desenvolve o Superporto do Açu, um Complexo Portuário Privativo de Uso Misto, com dois terminais – um offshore e outro onshore – em construção em São João da Barra (RJ), próximo à área responsável por 85% da produção de petróleo e gás do Brasil.
Com um projeto inovador, o Superporto do Açu será comparado aos mais modernos e eficientes portos do mundo, como os da Ásia e Europa. Ele estará preparado para receber navios de grande porte, como Capesize, VLCC e navios Chinamax, que transportam até 400 mil toneladas de carga.
Com construção iniciada em outubro de 2007 e área total de 90 km² (além de 40 km² destinados a área de preservação ambiental), o Superporto do Açu terá profundidade inicial de 21 metros (com expansão para 26 metros). Atualmente, somente 7% dos portos brasileiros possuem capacidade para receber navios capesize.
O Superporto do Açu contará com dois conjuntos de terminais: o TX1, correspondente aos terminais offshore com uma ponte de acesso com 3 quilômetros de extensão (já concluída), e o TX2, com terminais em torno do canal interno de navegação. O TX1 contará com 9 berços dedicados a minério de ferro e petróleo. Já o TX2 terá mais de 13 mil metros de cais e largura de 300 metros, e contemplará mais de 30 berços para granéis sólidos como produtos siderúrgicos, carvão, ferro gusa, escória e granito, além de granéis líquidos e veículos.
Projetado com base no moderno conceito porto-indústria, o Superporto do Açu contará com um Distrito Industrial em área contígua, além de uma retroárea para armazenamento dos produtos que serão movimentados. Nele serão instaladas duas siderúrgicas, duas cimenteiras, indústria automobilística, base de estocagem para granéis líquidos, pólo de indústrias metal-mecânicas e de serviços, Unidade de Construção Naval da OSX (empresa do setor de equipamentos e serviços para a indústria naval offshore de petróleo do Grupo EBX), duas termelétricas da MPX (empresa de energia do Grupo EBX), plantas de pelotização de minério de ferro, Unidade para Tratamento de Petróleo, indústrias offshore, indústrias de tecnologia da informação e pátio logístico, entre outros.
O Superporto também vai atender as necessidades de logística e suprimento das atividades de exploração e produção de óleo e gás na Bacia de Campos. O fato de ser o ponto mais próximo da área que corresponde a 85% da produção nacional confirma o Superporto do Açu como novo pólo de Petróleo e Gás para as Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo. Com isso, o empreendimento está estrategicamente posicionado para movimentação e tratamento do petróleo e base de apoio para as operações offshore de E&P.
O Superporto do Açu contará com uma Unidade para Tratamento de Petróleo (UTP) com capacidade para 1,2 milhão de barris por dia. Na UTP serão reduzidos os teores de sal e de água contidos no petróleo por meio de centrifugação e decantação. A operação melhora a qualidade e o valor comercial do produto.
A LLX possui cerca de 70 memorandos de entendimento em negociação com empresas que querem se instalar ou movimentar cargas no Superporto do Açu. Entre eles está a instalação da Wisco (Wuhan Iron and Steel Co.), terceira maior siderúrgica da China, que assinou acordo com o Grupo EBX, em 2009, para associação entre as duas empresas e construção e operação de planta siderúrgica integrada no Complexo Industrial do Superporto do Açu. A previsão é que a siderúrgica tenha capacidade inicial para produção de 5 milhões de toneladas de produtos por ano e investimentos da ordem de US$ 5 bilhões.
A LLX também assinou contrato com a ítalo-argentina Ternium para a instalação de parque siderúrgico no Superporto do Açu. O parque siderúrgico terá capacidade inicial de produção de 8,4 milhões de toneladas de aço bruto por ano. Também foram celebrados dois contratos take or pay de longo prazo para serviços portuários. Um deles prevê o embarque de produtos fabricados no parque siderúrgico da Ternium, e o outro o desembarque de carvão.
Em outubro deste ano, a LLX assinou contrato com a empresa NKT Flexibles para instalação de unidade de produção de tubos flexíveis para apoio a indústria offshore no Superporto do Açu.
Com a Anglo American, a empresa possui um contrato take or pay para embarque de minério de ferro no Superporto do Açu. Além disso, a LLX também assinou acordos comerciais com a Camargo Correa Cimentos e com a Votorantim Cimentos para a implantação de unidades industriais para produção de cimento no Complexo Industrial do Superporto do Açu.
A previsão é que o Superporto do Açu movimente cerca de 350 milhões de toneladas por ano entre exportações e importações, com destaque para o petróleo, o que o posiciona entre os três maiores complexos portuários do mundo.
O início da operação do Superporto do Açu está previsto para 2013.”

Guia Marítimo, 11/11/2011