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Milho híbrido aumentou a produtividade em 89% nos EUA

Durante os últimos 70 anos, variedades híbridas de milho aumentaram a produtividade e a eficiência do uso de nitrogênio quase na mesma proporção, em grande parte pela preservação da função foliar durante o enchimento de grãos. Os resultados de um novo estudo da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, oferecem estratégias para os produtores de milho que desejam continuar melhorando o rendimento e a eficiência dos nutrientes.

“Houve uma melhora progressiva na eficiência do uso de nitrogênio em híbridos de milho. Isso está ocorrendo com o aumento dos rendimentos, enquanto os híbridos modernos foram capazes de capturar cada vez mais nitrogênio do fertilizante aplicado “, disse Tony Vyn, professor de agronomia da Universidade, cujas descobertas foram publicadas na revista Scientific Reports.

De acordo com o estudo, nos últimos 70 anos, melhoras genéticas levaram a, além de um aumento de 89% no rendimento de grãos, também a um aumento de 73% na eficiência do uso de nitrogênio desde os primeiros híbridos até hoje.

 “Houve um patamar nas taxas de fertilizantes nitrogenados aplicados ao milho nos Estados Unidos desde a década de 1980”, disse Vyn. “Mas estamos capturando mais do fertilizante que aplicamos para que menos seja perdido, enquanto mais nitrogênio capturado pela planta está criando grãos. No nosso caso, documentamos a progressão da criação de 42 libras (19 quilos) de grãos por libra de nitrogênio extraídos pela planta para 65 libras (29,4 quilos) de grãos”, indica.

A equipe de Vyn descobriu que os grãos de milho híbridos mais modernos obtêm muito do nitrogênio dos caules de milho. Isso é fundamental, disse ele, porque é importante manter o máximo de nitrogênio possível nas folhas para que as plantas possam atender aos requisitos de assimilação inerentes ao aumento do número de grãos de milho e ao tamanho do grão que são essenciais para alcançar maiores rendimentos.

Agrolink, 16/07/2019