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O crescimento do mercado de fertilizantes e os desafios para as adubações eficientes

Flávio Bonini*

As notícias quanto ao crescimento acelerado na demanda e de volumes recordes de venda de fertilizantes estão, a cada safra, mais frequentes. Os fundamentos relacionados ao aumento da população global e da consequente necessidade de ampliar a produção de alimentos são, sem dúvida, a força motriz que tem impulsionado o consumo de nutrientes de solo.

Do início dos anos 2000 até o momento, as entregas de fertilizantes no Brasil saltaram de 20 milhões de toneladas para patamares próximos aos 40 milhões de toneladas. No mesmo período, a área plantada das culturas, que respondem por mais de 95% da produção agrícola brasileira, cresceu de 48 milhões de hectares para 81 milhões de hectares.

Fazendo uma divisão simples entre o volume de fertilizantes e a área plantada apresentados anteriormente, nota-se que a dose média de insumo por hectare passou de faixas de 410 kg/ha a 420kg/ha para próximo a 490kg/ha. A explicação para essa tendência de aumento do uso de fertilizantes por área seja entendida é, de certa forma, simples.

Em primeiro lugar, é importante lembrar que, nas últimas décadas, a fronteira agrícola brasileira direcionou-se para áreas em que os solos, em seu estado natural, possuíam baixíssima fertilidade química. Este fator contribuiu fortemente para o aumento de demanda, visto a alta necessidade de uso de nutrientes para a construção da fertilidade dos solos nestas regiões. Entretanto, para o momento pelo qual estamos passando, em que o aumento de demanda por alimentos pressiona a capacidade de expansão das áreas para produção, a razão que melhor explica o crescimento de uso de fertilizantes é o incremento nas produtividades.

Não há necessidade de fazer uma análise muito aprofundada. Voltando às estatísticas sobre a produção brasileira basta lembrar que no início dos anos 2000 a produtividade média de grãos no Brasil, de acordo com a Conab, estava próxima a 2.400kg/ha. Já a previsão quanto a produtividade para a safra 2020/21 indica valores próximos a 4.000kg/ha, ou seja, um incremento de 66% em relação há 20 anos. E, na mesma proporção com que a produtividade cresce, aumenta a necessidade de aporte de nutrientes para as lavouras.

Isso ocorre porque as plantas absorvem nutrientes para seu desenvolvimento e produção e, no momento em que os grãos ou frutos são colhidos, parte desses nutrientes são retirados da área. Na nutrição de plantas esse processo é conhecido pelo nome de “exportação de nutrientes”. Ilustrando um pouco a dimensão desse recurso, cada saca de 60kg de soja contém cerca de 1,2kg de potássio (expresso em K2O), ou seja, se em um hectare são produzidas 58 sacas de soja – que é a média brasileira – e esses grãos são colhidos, então, cerca de 70kg de potássio são retirados da área.

Um ponto relevante nesse raciocínio é que atualmente é habitual se deparar com produtividades de soja em áreas comerciais que chegam a 80 sacas por hectare; fazendo a mesma conta para estes novos patamares de produtividade, a exportação de potássio nesse cenário seria próxima a 100kg por hectare. E da mesma forma com que esse processo ocorre para o potássio, também ocorre para todos os demais nutrientes que estão contidos nos grãos e frutos das culturas.

Fica clara a importância não só de realizarmos as adubações de acordo com a expectativa de produtividade das culturas, mas, principalmente, atendendo às necessidades dessas em relação a todos os nutrientes. Os fundamentos para fertilizações eficientes e sustentáveis devem ser orientados pelos 4Cs do manejo: fonte correta, dose correta, momento correto e local correto.

E, pensando nisso, a Mosaic Fertilizantes desenvolve produtos como a linha Performa, com fertilizantes de alto desempenho e que combinam o que há de mais avançado em tecnologias para proporcionar a maior eficiência das adubações e aumentar a sustentabilidade da produção. A linha Performa possui:

  • O melhor das tecnologias Mosaic Fertilizantes em insumos – MicroEssentials, Aspire e K-Mag (fonte correta)
  • Macro e micronutrientes em teores equilibrados (dose correta)
  • Disponibilidade imediata e gradual de nutrientes (momento correto)
  • Alta uniformidade, proporcionando alto rendimento operacional e distribuição eficaz no campo (local correto)

Todas essas características e benefícios geram incrementos na absorção de nutrientes e melhoram a nutrição das lavouras, resultando em melhora de produtividade para a cultura da soja de até oito sacas por hectare em relação a adubações convencionais. A linha Performa foi desenvolvida para nutrir as lavouras do início ao fim do ciclo e auxiliar na construção da fertilidade dos solos, resultando em sistemas produtivos cada vez mais eficientes e sustentáveis.

*Flávio Bonini é gerente de Serviços Técnicos da Mosaic Fertilizantes