Análises

MAP: Preços em queda e importação em alta

Em 2020, até o mês de setembro, a importação de MAP ficou acima da média em quase todos os meses, com exceção de fevereiro e agosto. Historicamente o consumo é maior apenas no segundo semestre, no entanto, o volume importado em abril foi o segundo maior do ano, sendo 184% superior à média dos últimos 3 anos para o mês. No mês de setembro, foi registrado o maior volume importado dos últimos 5 anos, 52% superior à média do período para o mês.

Com o alto consumo dos últimos meses, muitos fornecedores nacionais relataram dificuldades na oferta de produto entre setembro e outubro, com isso, as movimentações nos portos em outubro foram altas, volume que também deve fechar acima do registrado no ano passado. No acumulado de janeiro a setembro, o volume já é 31% superior a 2019, sendo apenas 5% abaixo do volume total dos 12 meses de 2019. Nos próximos meses a importação deve diminuir, mas o volume do ano deve ser superior aos últimos anos.

A alta importação pode ser justificada pelo baixo preço, em abril o preço do MAP atingiu o menor valor do ano no auge da pandemia do coronavírus, sendo 30,4% abaixo do preço registrado em abril de 2019. O preço do MAP caiu em média 29,8% no primeiro semestre de 2020, em comparação com 2019, o que promoveu maiores compras no Brasil.

Os preços do MAP já deram sinais de recuperação, em setembro o aumento foi de 4% em relação a agosto e a expectativa é que até o final do ano o preço continue em tendência de alta, influenciado também pelos aumentos repassados pelos produtores no mercado internacional e demanda de países como os EUA e China.

Além dos preços baixos, a relação de troca favorável para diversas culturas promoveu um poder de compra maior para os produtores, que também buscaram antecipar demandas, como ocorreu para a soja e acontece para o milho safrinha.

Equipe Globalfert